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Os textos abaixo procuram oferecer algumas orientações gerais às pessoas enlutadas e àquelas interessadas nos temas; não são exaustivos e não devem ser tomados como substitutos de orientação profissional ou psicoterapia. Se você está enfrentando uma situação de perda e sente que precisa, procure ajuda profissional. Se preferir, escreva usando a guia Contato.
Quando estamos perto de uma pessoa querida que sofreu uma perda,
às vezes ficamos com medo de provocar mais dor e sofrimento, ficamos cheios de dúvidas e sem saber que caminho escolher.
Esse texto procura sugerir algumas atitudes relatadas por pessoas que sofreram perdas em suas vidas, como sendo aquelas que mais as ajudaram:
O luto é um processo que leva mais tempo do que em geral supomos; você pode observar períodos melhores e piores, mudanças nas pessoas enlutadas, uma aparente regressão "quando tudo ia tão bem". Não espere um processo contínuo e linear, as oscilações vão ocorrer.
O luto é uma reconstrução; a pessoa enlutada não vai "voltar a ser o que era". Ela estará construindo uma nova identidade, novas crenças, novos sonhos. O luto é o caminho para uma nova etapa de vida.
Subitamente você se vê sem seu parceiro de vida. O mundo parece não fazer mais sentido, a dor é intensa. Você sente o mundo estranho, pensa e faz coisas pouco comuns, seus sentimentos estão conturbados. A expressão viúva a incomoda e magoa, não é com você. As pessoas parecem não entender muito bem o que você está vivendo. Talvez também pense que não pode deixar as pessoas perceberem seus verdadeiros sentimentos.
Você imagina que não vai suportar ou que está ficando louca.
Tudo isso é normal, você está vivendo uma das situações mais estressantes da vida: tornar-se viúva é um processo profundamente sofrido e lento que ocupa todas suas energias.
Algumas queixas são frequentes entre as mulheres que enfrentam essa situação e devem ser compreendidas como resultado do sofrimento causado pela perda do marido, junto à insegurança e às exigências que a acompanham. É o início de um processo de mudança que leva a mulher a se tornar outra coisa que não mais a esposa.
Pensar no marido quase o tempo todo, ver-se desinteressada pelo que antes era habitual; às vezes até seguir a rotina parece ser estafante e inútil. Ficar inquieta, procurar alguma atividade que a distraia, mas não conseguindo se concentrar em nenhuma atividade. Perder ou esquecer coisas com freqüência, não se lembrar de datas, sentir-se fora do rumo. Às vezes existem queixas de dores, alteração do sono, descuido ou excesso na alimentação, Sentir uma saudade profunda e, por breves momentos, imaginá-lo de volta em sua vida. Aquele som na porta não é ele chegando? Algumas mulheres chegam a experimentar a presença física ou espiritual dos maridos nesse período, outras sonham com eles e sentem-se confortadas por isso. Também é normal sentir raiva: do destino, das pessoas, dele, de você mesma, de tudo que está acontecendo.
Filhos ficam sendo uma responsabilidade só da mãe; se pequenos até distraem mas também exigem muita atenção. Além disso há a preocupação sobre o que dizer, como fazer para que os filhos não sofram tanto quanto a mãe. Partilhar a saudade com eles e falar do pai é importante para que saibam que não foi esquecido e que não são só elas que sentem falta. É como manter o lugar do pai em seus corações, mesmo que ele não esteja mais presente fisicamente. Se os filhos são mais velhos, estão tocando a própria vida e parecem não poder se ocupar tanto da mãe; sua casa fica ainda mais vazia... Quando estão presentes parecem esperar mais da mãe do que antes; eles também estão de luto. Não sabem se devem falar do pai ou se é bom ou não quando a mãe chora. Muitas vezes entendemos que chorar é uma coisa que não deve acontecer, mesmo se temos boas razões para isso. Chorar é bom pois, mesmo que seja sinal de sofrimento, é também uma forma de se aliviar, de lembrar e de curar a dor. Divida seus sentimentos com eles, ouça-os e fale de você mesma.
Muitas mulheres relatam um desencontro entre elas e as pessoas que a cercam. Os amigos são um conforto mas também trazem dificuldades. São diferentes opiniões e expectativas que fazem a viúva sentir-se estranha; amigos são importantes, mas suas sugestões muitas vezes não servem, os consolos são inúteis ou a irritam... Alguns não falam e não a deixam falar do marido, achando que isso vai trazer sofrimento; outros não aguentam ver o choro, não sabem o que fazer. Algumas pessoas até se afastam da viúva pela confusão de sentimentos que seu luto provoca e também pelo medo de se imaginar no seu lugar. A viúva parece ser a única pessoa avulsa no mundo. Tudo parece muito mais difícil.
Outras pessoas cobram da viúva uma recuperação que ela não sente, mesmo passado algum tempo da morte do marido. A vida continua, mas para a viúva a saudade ainda é muito forte, existem as dificuldades financeiras, as novas experiências, desafios de toda espécie; toda sua vida mudou. Tudo parece ser muito recente, é preciso mais tempo para ajustar-se. A viuvez obriga a enfrentar uma transição em que a principal tarefa é construir uma outra identidade: a de mulher só. Não é nem melhor nem pior, é só outra identidade.
Assim como a construção do vínculo entre um casal ocorre ao longo de um tempo, culminando com o casamento, a separação é construída também ao longo do tempo.
A ruptura do casamento pode se dar por diferentes formas, diferentes ritmos, diferentes motivações e envolver elementos muito variados - cada caso é um caso - o que torna difícil ser breve sobre esse tema.
Diferentemente do luto por morte de parceiro, é uma condição escolhida por um ou ambos os parceiros, mas, como em toda perda ou separação vivida pelo indivíduo, ocorre uma reativação das perdas, tanto antigas como recentes.
Como são diferentes etapas de um mesma relação, a forma como se constituiu o vínculo originalmente e as expectativas em relação ao significado e aos objetivos do casamento têm um grande peso na postura e nas escolhas de cada pessoa ao enfrentar a desvinculação, o desligamento.
A separação conjugal muitas vezes é entendida como a situação concreta de afastamento dos cônjuges, a saída de casa. Mas devemos pensar nela mais amplamente, como um processo - que se inicia quando surge a idéia da separação, em um ou outro membro do casal, caminhando gradualmente para sua construção interna e sua concretização, passando pela separação física até chegar à separação legal propriamente dita. A separação emocional é um dos aspectos desse processo e, talvez, o último a ser encerrado.
Ao longo desse processo ambos os parceiros enfrentam as perdas e o luto, na maior parte do tempo interagindo entre si, com os filhos, com familiares e amigos comuns. Sob quaisquer condições a ruptura do casal implica a perda de hábitos, condições financeiras, status, traz pressões externas e internas, além do afastamento do parceiro.
Isso exige a construção de uma nova identidade da pessoa, nova imagem no contexto social e novas necessidades relativas à distribuição dos papéis e tarefas dentro da nova família, assim como uma nova imagem como do/a ex-parceiro/a.
As reações de luto aparecem claramente pela necessidade de adaptar-se a essa nova condição - dor pela ausência, raiva, culpa, disputa pela manutenção mais próxima da condição anterior (inclusive de auto-estima), resistência (protesto), depressão, sintomas físicos. Essas reações podem aparecer mesmo antes da concretização da separação, quando cada membro do casal vai enfrentando o fato de que o fim do casamento é uma possibilidade real.
Pode haver muita ambivalência devido ao medo de mudanças e expectativas para o futuro - idade, gênero, renda e força interna são alguns fatores que podem propiciar possibilidades diferentes. Essa experiência será diferentemente vivida por uma dona-de-casa próxima da menopausa, com filhos adolescentes ou por uma moça jovem, sem filhos e com autonomia financeira - enfrentar a separação, em cada caso, exige considerar o contexto. Mas em qualquer caso a força da ligação e os recursos emocionais internos serão instrumentos importantes para a elaboração do processo.
O afastamento do casal atualiza as experiências de abandono e separação anteriores, podendo tornar o quadro mais sofrido e confuso para um ou ambos os cônjuges.
Quem deixa e quem é deixado podem expressar diferentes formas de vivenciar a situação e trazer sentimento variados: raiva, humilhação, ciúme, auto-acusação, culpa, remorso, desprezo, fracasso, decepção. Mesmo quando separação se dá por haver um/a terceiro/a e uma nova relação em construção, o luto pela desvinculação acontece para ambos os cônjuges.
Brigas, agressões, ódio, ansiedade, são sinais da continuidade do vínculo, mesmo que por sentimentos negativos - é o "te adorando pelo avesso" que Chico Buarque tão bem expressou. Com freqüência as discussões prolongadas em torno da questão financeira de partilha e os sentimentos de injustiça decorrentes estão atrelados a aspectos emocionais - o que torna o assunto muito mais subjetivo e difícil de resolver.
Enquanto que o casamento é fortemente marcado por comemorações, cerimônias e rituais, valorizado por todos, na separação ocorre o contrário, o casamento termina sem um ritual específico que a represente, o que torna mais difícil o reconhecimento público e o apoio social necessário para as pessoas se enlutarem. Muitas vezes leva as pessoas a se retraírem, evitando a divulgação e evitando marcar esse período por qualquer meio.
Em alguns casos, os recém-separados vêem parte do seu círculo de relações se distanciando, especialmente aquele formado por outros casais. Isso também favorece um período de maior isolamento e falta de apoio dos amigos, além de criar a necessidade de ir em busca de novos relacionamentos em um momento especialmente difícil.
Os filhos são uma variável importante tanto no valor que cada genitor lhes dá como na participação que eles têm nessa fase.
De um lado, cada um dos membros do casal tem uma preocupação com o que os filhos vão pensar ou sofrer, que marcas a separação pode deixar em suas vidas, como vão se posicionar em relação aos pais, que garantias de continuidade (emocional, financeira) cada um deles pode oferecer aos filhos .
De outro lado, cada filho ou filha assume uma posição, emite opiniões e realiza suas escolhas. Também participa das confusões e ambivalências do contexto familiar e compartilham as mudanças, tanto com os pais como entre os irmãos, tendo que se adaptar à nova configuração familiar. Podem mudar individualmente, somando as próprias mudanças àquelas adaptações familiares necessárias à nova situação da família.
As crianças fazem parte desse processo, apresentando suas próprias reações às mudanças, trazendo suas demandas de reasseguramento e, principalmente, dependendo dos adultos - pais - para organizar suas respostas à crise familiar.
A faixa de idade dos filhos pode marcar a diferença no seu direito e em sua capacidade de participar no processo, assim como o tipo de reação que pode ou deve ser esperada. Crianças pequenas têm possibilidades limitadas de compreensão e de participação, enquanto crianças maiores e adolescentes podem envolver-se mais, opinar e decidir algumas coisas em parceria com os pais. É importante lembrar que o casal conjugal pode separar-se, mas deve preservar o vínculo do casal parental em relação a todos e a cada um dos filhos/as.
A separação também traz efeitos nas relações com a família maior de cada cônjuge que, muitas vezes, participa com ajuda prática, conselhos, apoio ou discordância, em outras vezes são participantes muito ativos, envolvendo-se em discussões, partilhas ou discutindo a guarda das crianças. Essas atitudes podem ser mais veladas ou mais transparentes, mais intensas ou menos e, até, mais aceitas ou não.
Todas as pessoas próximas de um casal que se separa vivenciam o impacto dessa ruptura e se vêem com a necessidade de tomar alguma posição, que pode ser a favor ou contra, pode ser de neutralidade ou mesmo de simples adaptação a uma condição de mudança que indiretamente as atinge.
Orientações para Cuidadores Familiares
Os Profissionais da saúde estão especialmente sujeitos à experiências de perdas em seu ambiente profissional, decorrente da própria escolha profissional. São eles que acompanham mais de perto os pacientes com doenças graves, orientam os familiares e, com frequência, intensificam esse contato quando ocorre a hospitalização pelo agravamento da doença.
Os profissionais das diversas áreas de saúde ficam expostos a um tipo de desgaste intenso e, assim, podem apresentar dificuldades especiais ao enfrentarem a imprevisibilidade da vida, a fragilidade humana e a terminalidade do paciente. Além disso, não costumam comparecer aos funerais, têm dificuldade de encontrar suporte, uma vez que seu luto não é reconhecido e, mesmo sentindo-se sobrecarregados, existe sempre o próximo paciente, com a "isenção" profissional de sempre.
É dessa foram que a negação, já tão arraigada em nossa sociedade, se mantém presente para os profissionais de saúde. Quando vemos membros da equipe de saúde evitando o paciente grave, evitando falar sobre a morte de seus pacientes ou de seus sentimentos sobre isso, podemos supor que existam dificuldades pessoais no convívio com as perdas ou em sua elaboração.
Essas dificuldades não se restringem ao contato profissional-paciente, mas também atinge a relação com familiares do paciente e com a própria equipe de trabalho ou a própria família.
Nessa situação, as dificuldades podem ser confundidas com questões organizacionais, políticas ou relacionais e continuarem mascaradas por longo tempo, prejudicando o desempenho profissional e a vida pessoal, mas principalmente dificultando a atividade profissional junto a pessoas que podem estar vivendo seus últimos momentos de convivência ( considerando aqui o paciente e seus familiares)
Vamos lembrar aqui que "perda" na esfera hospitalar, não inclui somente a morte de um paciente, mas também desligamentos de colegas, mudanças do staff, cortes em programas, ampliações, mudanças físicas e outras rupturas que podem acontecer tanto na esfera profissional, como pessoal.
Algumas condições ajudam a minimizar o desgaste, prevenindo maiores dificuldades. Individualmente, é necessário estar atento aos pequenos sinais, às pequenas perdas; através delas é que nós nos preparamos para as grandes. Conhecer seu padrão individual de elaboração das perdas, permite a cada um reconhecer e respeitar seu momento de luto e tristeza. Manter os cuidados pessoais preservados, como exercícios, alimentação e sono adequados, desenvolver interesses alternativos variados como hobbie, lazer, diversão. E, o que é muito importante, pedir ajuda sempre que sentir necessidade, sem envergonhar-se e sem sentir-se fraco ou fracassado por isso.
No nível institucional, também pode-se criar mecanismos preventivos: dispor de tempo para as equipes discutirem as dificuldades, manifestarem seus sentimentos, inclusive raiva, num ambiente acolhedor, que ofereça apoio; incluir programas, informações e orientações sobre luto regularmente entre as atividades do staff e da organização, lembrando e incluindo os funcionários hierarquicamente superiores (diretoria) e inferiores (limpeza, copeiros, administração, etc). Permitir variação nas atividades, horário flexível ou criar benefícios, como abono de falta por luto ou pela saúde mental do trabalhador de modo a oferecer meios de alívio de stress.
Ao enfrentar situações de crise como doenças, mortes, violência, a escola deve estar preparada para agir. Deve estar pronta para enfrentar uma situação de vida que é dolorosa mas real e ajudar os alunos a enfrentarem esse tipo de desafio sem sofrerem mais do que o necessário e sem ficarem marcados para o futuro.
Em caso de doença grave de professor ou aluno:
Professores e funcionários:
Aos alunos diretamente ligados à pessoa:
Postura institucional
Perda de animal de estimação
Tenho ouvido, muitas vezes que não faz sentido alguém chorar e se entristecer por um animal, menos ainda se lamentar por longo tempo ou criar gastos em rituais e memoriais.
Não se trata de discutir se é um animal visto como uma pessoa, como se fosse um erro de percepção. O ponto central é o tipo de vínculo da pessoa com relação ao animal; seu sentimento, pela companhia, pelo papel que o bichinho ocupa em sua vida, em especial em sua vida emocional.
Ouvimos com frequência que o animal de estimação "era como um membro da família" - e é isso mesmo: a família realiza uma adaptação em sua dinâmica para acrescentar o animal, com suas demandas, suas necessidades, sua participação segundo seus traços. Ele se torna parte da família. Cada pessoa e o conjunto da família abrem um espaço emocional para incluir esse novo ser e apegarem-se a ele de forma muito intensa.
Os animais podem ter diferentes significados para cada membro da família, de acordo com a idade (crianças ou adultos). Podem ser os companheiros, os vigias, os protetores, colegas de brincadeira ou fontes de carinho incondicional. Também trazem mudanças na rotina que inclui a alimentação, o banho, educação, outros cuidados diários, as compras, etc.
A ausência desse objeto de amor é dolorosa e sofrida para quem perde; a falta é sofrida, o desejo de recuperar é forte, assim como a reação de protesto pela impossibilidade do reencontro.
Aí temos a reação de luto em andamento, com todas suas características, que precisa ser ouvida e respeitada. A(s) pessoa(s) enlutada merece(m) receber apoio de sua rede social, pois seu sofrimento é autêntico.
Outros aspectos na perda do animal de estimação podem ter influência nas reações e sentimentos de cada pessoa enlutada. Se foi por doença, acidente, se foi por fuga ou roubo do animal; se poderia ter sido evitada a situação, se houve antecipação do risco ou não, se foi necessário sacrificar e participar da morte.
A famosa frase "criança doente", traduz quanta dor pode provocar sua ausência e quanto as reações psicossomáticas são comuns no processo de luto.
Outra questão pode ser importante - tem sido mais comum famílias menores terem um animal para serem os companheiros dos filhos e pode ser que a morte desse animal seja a primeira experiência de perda das crianças. Esse pode ser o momento de ensinar as crianças a respeitarem os próprios sentimentos e entender que as perdas podem acontecer e podem trazer pesa
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Daí o valor de permitir que elas acompanhem os fatos, sejam informadas dos riscos e aliviadas de eventuais culpas. Também devem ter a chance de se despedir do animal, se houver possibilidade e, ainda, de serem incluídas em rituais que venham a ser realizados (mesmo que seja um ritual apenas da família). Esse é um momento importante de compartilhamento e de aprendizagem na esfera da convivência da família, que pode constituir-se o alicerce para lidar com futuras experiências de perda e sofrimento.
Bibliografia sugerida para leigos
Cousins, N.,1992, CURA-TE PELA CABEÇA - A Biologia da Esperança, São Paulo, Saraiva
Cuidando de Amigos Enlutados
Viuvez Feminina
Separação e Divórcio
Cuidadores Familiares
Profissionais Cuidando de Si
Enfrentando Crise na Escola
Perda de animal de estimação
Bibliografia sugerida para leigos

Esses profissionais têm, em geral, uma formação profissional que privilegia o conhecimento técnico, mas são pouquíssimos os cursos que preparam os graduandos para o contato com o processo de morte de uma pessoa.
E, coerentemente com a sugestão de obter cuidado individual, a postura correspondente da organização é a de disponibilizar programas externos de apoio aos trabalhadores, quando necessário, como um recurso a mais de assistência e cuidado.
A opção de desconsiderar o fato e evitá-lo nas conversas pode ser o meio de comunicar aos alunos que não se deve falar ou, pior, não se deve sofrer com isso; para alunos o confronto com a morte ou a descoberta de que crianças e jovens adoecem e morrem pode causar impacto e ser especialmente difícil
A escola deve preparar-se para assumir algumas tarefas práticas com o objetivo de agir como facilitadores do desenvolvimento saudável.
Para fazer frente a uma crise na escola, um plano de ação deve ser montado antecipadamente: é preciso haver a formação de uma equipe responsável, preparada para implementar algumas ações já pré-determinadas. Ao surgir a necessidade, todos já sabem suas funções e entendem a importância de seguir os procedimentos. Essas pessoas estarão em posição de transformar uma experiência difícil em um momento de muita aprendizagem para todos
Em caso de morte, suicídio, agressão:
Essa é uma situação particular que deve ser respeitada e só deve ser repassada a terceiros com a concordância dos envolvidos.
Esse comunicado tem a função tanto de informar como de permitir a discussão do assunto de modo transparente e direto; assim esteja preparado para falar da questão, receber perguntas e acolher os sentimentos.
Cuidados com os alunos - todos:
Os alunos que desejarem podem mandar seu trabalho para a pessoa, através da escola. Deve ser uma situação opcional dos dois lados e isso deve ser colocado claramente para todos.
Esse tipo de atividade pode ser realizado apenas entre os alunos diretamente ligados à pessoa ou entre todos os alunos na escola... com certeza muitos alunos já perderam parentes, animais de estimação, enfrentaram separação de pais e viveram outras perdas e poderão se beneficiar desse espaço de manifestação afetiva.
A perda de animal de estimação tem sido origem de muito mal entendido. As pessoas que sofrem essa perda são mal interpretadas e, muitas vezes, ficam sem suporte dos amigos ou de pessoas próximas.
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